O plantonista

autor Galba Velloso

Postado em 09/07/2018 07:40:19 - 07:32:00


O embate jurídico de Lula fortalece a candidatura de Bolsonaro/Fotomontagem/Poder360

O PT em lugar de fugir e esconder-se com a carapuça dos culpados, assumiu um protagonismo descabido

Qualquer iniciante do Direito dirá com facilidade que um plantonista não acumula poderes que nem o titular tem, quais sejam, de ir além da competência do seu próprio Tribunal, do STJ e do STF, que já decidiram a matéria em que se imiscuiu por motivos partidários, numa trama urdida em função do personagem, da data do plantão e da conveniência de tudo isso, como farsa, para os proponentes da ação. 

Desnecessário por isso que a mídia gaste horas debatendo o que é óbvio, pois se o autor é incompetente, o ato é nulo, tanto quanto se tivesse sido assinado por um transeunte. 

E a Polícia Federal nada desobedece quando diante de um ato nulo leva em consideração o ato válido da Corte ou do titular do processo

O PT, autor da desgraça nacional, em lugar de fugir e esconder-se com a carapuça dos culpados, assumiu um protagonismo descabido no curso dos acontecimentos, passando por conta própria do polo passivo para o polo ativo dos eventos políticos. 

Depois de nos destruir a economia e o orgulho, persevera na tentativa de registrar como candidato, por cima da lei da ficha limpa, um presidiário incurso naquele diploma legal, que pretende chegar como condenado e preso à Presidência da República, vedada até a quem seja réu. 

Essa trama foi apenas a primeira e continuarão a torturar o país em suas tentativas, até um ponto em que a paciência nacional, desde já exaurida, se voltará contra eles numa ira vingadora e inexorável. 

A audácia do PT termina por prestar serviços ao candidato Bolsonaro, dentro do raciocínio de Churchill sobre a Inglaterra – “O que faz a grandeza destas ilhas é que nelas os homens de bem têm a mesma audácia dos canalhas”. 

Os índices de Bolsonaro subirão ainda mais, na medida em que se lembrar ao país a grande periculosidade do PT, tarefa da qual ele próprio está se desincumbindo. 

A rigor, é bom para Bolsonaro ter um desafiante, pois a luta a dois fascina muito mais que o simples treino com sacos de areia e perigos apenas imaginados. 

As pesquisas, nem sempre precisas, e certamente desprovidas da sensibilidade da aferição de tendências com dados psicológicos e abrangência maior do que seus modestos limites de perquirição, não reconheceu ainda que um número incontável de eleitores que pretende votar em Bolsonaro ainda não o declarou, por se tratar de um ato menos usual do que a tendência comum do eleitorado. 

Mas certamente bradarão seu apoio a Bolsonaro no momento em que o país, que deseja escolher o futuro, perceber que está ameaçado de voltar a uma esquerda de ladrões, internacionalistas e apátridas, que não se apieda do povo sofrido de quem furtou não apenas dinheiro vivo, mas roubou o futuro, a saúde, o trabalho, a educação, a segurança e a condição altaneira de um povo que já chegara aos BRICS e se impunha como uma das grandes economias do mundo, superando inclusive a da Grã- Bretanha. 

Esse lamaçal petista está na raiz até da derrota na Rússia, pois como dizia Kennedy, “A vitória se conquista no templo, pela virtude, antes mesmo de a luta ser travada no campo de batalha” e não se poderia esperar que do estrume saísse uma seleção e uma Copa que contrariassem a triste realidade nacional. 

Não tem sentido ficarmos nos defendendo dos ataques do PT, mas ao contrário, cabe investir sobre ele para uma lição da qual jamais venha a se esquecer. 

Mas não se pode negar que o PT está se empenhando, pelo erro dele e pelo desaforo, em fazer de Bolsonaro o vitorioso de outubro.


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