Engenheiro que denunciou Antaq é novamente indicado como diretor

autor Misto Brasília

Postado em 20/04/2018 17:35:06 - 17:23:00


Adalberto Tokarski, que já dirigiu a Antaq, terá que passar por nova sabatina no Senado/Divulgação

Engenheiro Adalberto Tokarski assumirá a terceira vaga de diretores se passar por sabatina

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) é a mais nova fonte de embate político no governo Michel Temer no âmbito das agências reguladoras. O presidente nomeou hoje (20) o engenheiro Mário Povia como diretor-geral com mandato até 18 de fevereiro de 2020. Povia estava no cargo interinamente, desde o fim da gestão do engenheiro Adalberto Tokarski, que foi diretor-geral entre julho de 2016 a fevereiro de 2018.

A indicação publicada no Diário Oficial da União de Tokarski no último 18 pelo presidente, suspende temporariamente uma briga política que envolve senadores e o ex-senador José Sarney, que sempre apadrinhou indicações para a Antaq.

A direção da agência é constituída por três nomes. Hoje, os diretores são Francisval Mendes e Mário Povia. O terceiro deverá ser Tokarski se passar pela sabatina no Senado Federal em data ainda a ser definida. Embora já tenha sido diretor, o afilhado político do senador Eduardo Braga (MDB-AM) pode não ser reconduzido se não tiver a aprovação da maioria na Comissão de Constituição e Justiça.

A saída de Tokarski da Antaq, em fevereiro, foi marcada por polêmica após depoimento no Ministério Público Federal, que investiga suposta corrupção praticadas por servidores do órgão. Na alça da polêmica está a empresa de cabotagem Posidonia Shipping, que denunciou suposta perseguição ao Ministério Público Federal. Na defesa da empresa entrou a Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (Usuport-RJ).

Os servidores e diretores teriam atuado de forma abusiva e pessoal em decisões sobre navegação. O objetivo seria reduzir a competitividade do setor, um mercado que movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano, segundo o site da E&P Brasil. Tokarski teria confirmado as suspeitas.

O retorno do ex-diretor à agência criou um mal-estar, propício para alimentar o ambiente político-partidário. Adalberto Tokarski teria que cumprir uma quarentena de seis meses antes de ser novamente indicado. Pela regra, ele nem mesmo pode pisar no prédio da agência.

 


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