Estudantes permanecem acantonados na Reitoria da UnB

autor Misto Brasília

Postado em 12/04/2018 20:15:31 - 20:12:00


Estudantes usaram camisetas para cobrir o rosto na invasão à reitoria/Reprodução vídeo

Grupo protesto pelo anúncio de cortes e demissões e discorda dos números mostrados pela instituição

Dezenas de estudantes continuam acantonados na Reitoria da Universidade de Brasília (UnB), depois da invasão realizada por volta às 14 horas de hoje. Durante a ocupação, objetos e vidros foram quebrados e os servidores expulsos. Nas escadarias, os manifestantes empilharam cadeiras e mesas.

Em nota divulgada no Facebook, os estudantes se colocam contrários aos cortes de gastos diante de uma séria crise, segundo informou a administração da instituição. Eles querem a manutenção das bolsas de permanência, pagas a estudantes de baixa renda e o restabelecimento de porteiros no turno da noite.

“Mesmo com árdua mobilização dos trabalhadores e estudantes desde o início do ano de 2017, com a formação de comissões e ações a fim de impedir a aplicação dessas medidas de austeridade, faz-se necessário essa ocupação da reitoria”, diz a nota.

A direção da UnB já havia dado declarações de que os recursos disponibilizados eram insuficientes para o custeio da estrutura. Em março, uma audiência aberta à comunidade foi realizada para apresentar o quadro financeiro. Na ocasião, a reitoria informou a projeção de um deficit de R$ 92 milhões para o ano de 2018.

A Agência Brasil informou que o Ministério da Educação disse que os dados apresentados pela direção da UnB são divergentes daqueles que o governo federal tem. Segundo os registros do Executivo, o orçamento da instituição aumentou de R$ 1,66 bilhão para R$ 1,73 bilhão de 2017 para 2018. As verbas para custeio foram ampliadas em 12%. E neste ano já teriam sido liberados 60% dos recursos para custeio.

Sobre a polêmica acerca da situação financeira, os estudantes pedem que o MEC libere as verbas arrecadadas pela UnB, mas também cobram da reitoria transparência nas contas e auditoria nos contratos com prestadores de serviço, chamados de serviços terceirizados. A audiência teria o objetivo de esclarecer a posição do ministério e da universidade e buscar saídas.


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