Perfil - Cabo Daciolo

autor André Pereira Cesar

Postado em 02/04/2018 10:17:14 - 09:58:00


Principal bandeira de Daciolo na Câmara é a defesa dos militares/Arquivo/Agência Câmara

Crítico feroz do sistema financeiro e da Globo, promete endurecer o tratamento do governo

Em meio à multiplicação de candidaturas vinculadas aos chamados "partidos nanicos", mais um nome foi apresentado nos últimos dias. Trata-se de Cabo Daciolo, do Patriota. [Veja vídeo com depoimento do pré-candidato na Seção Vídeo]

Nascido em março de 1976 em Florianópolis (SC), Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos é bombeiro militar. Cumpre seu primeiro mandato de deputado federal. Seu nome ganhou destaque quando, em 2011, liderou uma greve dos bombeiros no Rio de Janeiro. Na ocasião, os grevistas ocuparam o quartel-general da corporação e acamparam nas escadarias da Assembleia Legislativa. Daciolo foi preso e passou mais de uma semana na penitenciária de Bangu I. 

Ele foi eleito pelo PSOL do Rio de Janeiro nas eleições de 2014. Nos primeiros meses de seu mandato, porém, foi expulso do partido, pois apresentou uma PEC para alterar o primeiro parágrafo da Constituição Federal - de "todo poder emana do povo" para "todo poder emana de Deus". 

Do PSOL, ele passou para o PTdoB, Avante e, recentemente, ingressou no Patriota. Como se vê, Daciolo não é um homem de partido. 

Figura polêmica, o pré-candidato chegou a defender a libertação de doze policiais acusados de torturar e matar o pedreiro Amarildo Dias de Souza em 2013. O caso teve grande repercussão nacional. 

Sua filiação ao Patriota, no final de março último, foi acompanhada de perto por lideranças evangélicas de diversas partes do Brasil. Por sinal, Daciolo faz questão de se apresentar como um "parlamentar evangélico" e usará isso na campanha presidencial, caso sua candidatura seja confirmada. 

Os focos de seu programa, em fase de elaboração, são saúde, educação e segurança pública. Crítico feroz do sistema financeiro e da Rede Globo, cabo Daciolo promete endurecer o tratamento do governo federal com imprensa e bancos. 

Dificuldades não faltarão a Daciolo. Muitas são as conhecidas de sempre - partido pequeno com estrutura precária, poucos recursos financeiros e reduzido tempo de televisão e candidato desconhecido nacionalmente. A isso tudo soma-se o comportamento mercurial do parlamentar, alguém de difícil trato nos processos de negociação. 

Enfim, trata-se de mais uma pré-candidatura a ser apresentada ao eleitorado. A cada dia que passa, o processo sucessório vai se parecendo mais e mais com o de 1989, quando nada menos que 22 candidatos participaram do pleito.


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