A rainha fora do jogo

autor Gilmar Correa

Postado em 29/03/2018 12:10:25 - 11:59:00


Temer quando chegou ao plenário da Câmara no dia de sua posse como presidente/Aruivo/Sputinik

Prisão de três amigos de Temer esquenta uma terceira denúncia contra o presidente

A operação desta quinta-feira (29) realizada pela Polícia Federal, solicitada pela Procuradoria-Geral da República e autorizada pelo ministro Luiz Barroso, do Supremo Tribuna Federal, chega no quintal do Palácio do Jaburu. E acende a luz amarela no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional.

Deputados da própria base governista já fazem as contas e chegam a conclusão que o presidente Michel Temer não tem votos suficientes para barrar uma provável terceira denúncia no plenário da Câmara dos Deputados. A operação seria o ovo amargo de Páscoa da PGR, prestes a ser embalado  no Supremo e descascado neste semestre no Legislativo.

Com 20 e tantos candidatos à Presidência, Temer já não conta com a sorte como teve nas duas outras denúncias que acabaram engavetadas.

A provável denúncia coloca sob banho Maria a pré-candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à Presidência e a do próprio presidente (Ele disse que é candidato n revista IstoÉ), e tem consequências imediatas para qualquer candidato do MDB e reflexos nos demais pretendentes, seja à direita ou à esquerda.

Com a campanha já em andamento em todo o território nacional, o pedido de abertura de investigação do presidente seria como um rastilho de pólvora. O tempero que faltaria para politizar ainda mais o debate, cuja crise foi criada pela classe política e potencializada pelos ministros do STF.

Maia teria que assumir a presidência da República ou abrir mão desse compromisso constitucional. Na hipótese de Maia continuar com seu projeto político, há ainda a responsabilidade de presidir a sessão na Câmara. Certamente não é um chocolate fácil de degustar.

Terceiro na linha sucessória, o presidente do Senado Federal, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), é candidato à reeleição. Se ficar um dia no cargo de presidente da República, se tornará inelegível, assim como Maia. E ai a tarefa caberá ao presidente do Supremo, no caso a ministra Cármen Lúcia.

Depois de hoje dificilmente Temer terá forças para se candidatar. Vai ter que lutar com todas as forças para não ser apeado do poder. E pelo que disse hoje um deputado ao Misto Brasília, isso é tarefa quase impossível.

Três das cinco pessoas presas temporariamente nesta quinta-feira, são do círculo de amizade pessoal do presidente Temer: José Yunes, Wagner Rossi e João Batista Lima Filho. Também foram presos o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, e Milton Ortolan, auxiliar de Rossi.

A sorte ou o jogo está sendo jogado. Só não ver quem não quer. Temer está hoje em Vitória (ES), mas o nome da cidade seria um pressário do futuro? “Vão afastar o Temer”, garante a fonte do site.


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