“Oscar” para o povo brasileiro

autor Galba Velloso

Postado em 05/03/2018 08:44:19 - 08:33:00


O brasileiro encontra forças para manter a alegria/Arquivo/Tábita Hünemeier/Darwinianas

Como sempre sabem fazer, se viram, improvisam, mudam de atividade, ajudam-se e subsistem

Para todos, astros, estrelas, atores, atrizes, coadjuvantes, figurantes, autores de efeitos especiais, que personalizam o estrelato do povo brasileiro no enfrentamento das crises sucessivas que o têm acometido, desde muito antes daquela que vivemos no presente, com estoicismo, com indignação, mas com civilidade, fé e criatividade invejáveis e não igualadas por qualquer nação. 

Com efeito, depois de já se terem identificado os bandidos e seus males e tanto escrito sobre eles, cabe uma homenagem às mocinhas e mocinhos que lhes fazem face, de uma forma grandiosa, mas que por ser cotidiana e discreta não atrai o noticiário nem repete a frase que merecem receber como manchete, “Viva o Povo Brasileiro!” 

Ninguém parou ainda para fazer uma análise das proporções que ganharia esta crise, se de um dos lados não estivesse a boa índole e a imaginação de um povo capaz de criar por si alternativas que o governo não imagina nem executa e ainda encontra forças, na sua vida pessoal, para manter a alegria que é sua marca e que o leva às ruas de forma pacífica quando é fevereiro e carnaval

Não apenas pela gravidade da crise de hoje, mas também pela sucessão das que a antecederam, começando com a revolução de 1930, passando por uma redemocratização tumultuada, que resultou em longo regime militar, sucedido por novas turbulências democráticas, até desaguar no cenário de hoje, não causaria espécie que as multidões na rua não fossem pacíficas quando na defesa de causas cívicas e moralidade pública. 

Um país com 12,7 milhões de desempregados, somados a milhões de subempregados, de desistentes da obtenção de emprego e daqueles alijados para a informalidade, compõe um quadro que poderia gerar uma situação incontrolável e inconciliável. 

Mas ao contrário de países como os Estados Unidos, que na crise de 1929 exibia multidões sem trabalho e sem comida, deambulando pelas estradas do país até que Roosevelt as socorresse, os brasileiros como sempre sabem fazer, se viram, improvisam, mudam de atividade, ajudam-se e subsistem enquanto tecnocratas que só conhecem o povo por estatísticas, não conhecem eleitores e só sabem o que é desemprego por índices, preocupam-se com o mercado e as bolsas e não com os cidadãos em nome de quem todo poder é exercido. 

Mais do que roubar dinheiro, roubaram o futuro próximo da geração atual. E não contentes em lesar os que compõem o polo inicial da vida profissional, atacam o outro extremo, para lamentar a longevidade dos brasileiros a pretexto da importância maior da contabilidade da Previdência Social, cujo rombo resulta da sonegação de grandes empresas e de desvios de recursos praticados pelo próprio governo. 

Por isso um “Oscar” para o povo que tem sido um exemplo de resistência e terá em 2018 a oportunidade constitucional de exercer o seu direito de mudar, corolário da imensa indignação nacional. 

O voto é o “Oscar” do povo..


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