Perfil - Flávio Rocha

autor André Pereira Cesar

Postado em 26/02/2018 09:54:42 - 09:44:00


Flávio Rocha foi político e preside as Lojas Riachuelo, uma das maiores redes/Arquivo/Divulgação

Rocha é uma figura polêmica. Apoiou João Dória e também defendeu o impeachment

Setores do mundo político seguem a busca por um candidato de centro para chamar de seu. Após a anunciada desistência de Luciano Huck, outros nomes começam a ser testados. Um desses potenciais pré-candidatos é Flávio Rocha, ainda sem partido.

Nascido em Recife (PE) em fevereiro de 1958, Flávio Gurgel Rocha é empresário. Ele preside as Lojas Riachuelo, uma das maiores redes de moda do país. Além disso, é vice-presidente de Relações com os Investidores do Grupo Guararapes e integra o conselho do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV). A fortuna de sua família é avaliada em US$ 1,3 bilhão, segundo a Forbes.

Além das atividades empresariais, Rocha tem experiência em política. Ele foi deputado federal por dois mandatos, primeiro pelo PFL (Constituinte) e depois pelo PRN do então presidente Collor. Em 1994 chegou a se pré-candidatar à presidência da República pelo PL, mas desistiu quando seu partido anunciou o apoio a Fernando Henrique Cardoso.

Apesar de ter nascido em Pernambuco, Rocha tem como base o Rio Grande do Norte.

Rocha é uma figura polêmica. Foi dos primeiros a apoiar a candidatura de João Dória à prefeitura de São Paulo e também dos primeiros a defender o impeachment de Dilma Rousseff.

O que pensa Rocha? Ele é favorável ao livre mercado, inclusive como instrumento de combate à corrupção. Além disso, defende um Estado mínimo. Em suma, é pró agenda liberal na economia e conservador nos valores e costumes.

Esse lado conservador, por sinal, fez Rocha se aproximar de lideranças evangélicas em todo o país. Recentemente, ele assumiu a defesa de temas sensíveis a esse grupo, como a proibição do aborto e da união estável entre pessoas do mesmo sexo.

Nesse sentido, Rocha está mais para a direita que para o centro do espectro político. Essa seria sua faixa do eleitorado.

Obstáculos não faltarão ao pré-candidato. Em primeiro lugar, ele precisa se filiar a um partido. Depois, construir rapidamente uma imagem junto ao eleitor, já que é praticamente desconhecido da maioria dos brasileiros. Por fim, estabelecer uma agenda programática consistente. O tempo corre contra Rocha.

Seus adversários também encontrarão munição. Ele recebeu mesada de seu pai até os 36 anos de idade e, em 1994, foi acusado de fraudar bônus eleitorais. Em campanha, essas questões virão facilmente à tona.

Uma opção já aventada seria Rocha integrar, na condição de vice, a chapa de Jair Bolsonaro. Não se sabe, porém, o que ele agregaria à campanha do conservador deputado fluminense.


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