A Revolução Feminina dos Homens

autor Maya Félix

Postado em 23/01/2018 18:47:34 - 18:28:00


Batizado Rodrigo de Abreu, Tiffany é jogador de vôlei feminino no Brasil/Arquivo/JogoTodoDia

Eles não estão para brincadeira, impõem-se como machos falocráticos, mas travestidos de senhoritas

No início do século XX e em especial nos anos 1950, 1960 e 1970, as mulheres (ou parte delas) lutaram por direitos que vão do trabalho ao divórcio. Foi nos anos de 1950 que a Seleção Brasileira de Vôlei foi criada, por exemplo. No basquete, foram as mulheres quem primeiro se interessaram pelo esporte no Brasil, o que criou resistência por parte dos homens. E assim, em muitos outros domínios, as mulheres empreenderam, ousaram, entraram, conquistaram, lutaram e venceram.

Quem dissesse, no século XX, que os homens retomariam essas conquistas para si, de modo pouco perceptível e ainda por cima apoiados pelas feministas mais convictas, seria tachado de louco. Afinal, o Ocidente parecia irreversivelmente invadido pela ideia de “direitos iguais” entre homens e mulheres. Como os homens poderiam apoderar-se do que as mulheres haviam lutado tanto para alcançar? Impossível, diria o mais cético dos pensantes.

Mas hoje é o que ocorre. A Ideologia de Gênero tem dado a homens travestidos de mulheres – bíceps, tríceps e todos os músculos, ossos e ligamentos em franca superioridade – o direito de competirem em pé de (des) igualdade nos esportes com mulheres. Mais que isso, o de serem chamados de mulheres em qualquer área de conhecimento e de atuação profissional, subjugando mulheres que lutaram tanto, dentro das diferenças, para ter seu próprio espaço, num mundo dominado anteriormente pelos cromossomos XY.

No esporte, o caso mais famoso no Brasil é do jogador de vôlei Rodrigo de Abreu, nascido XY, tendo sido formado e crescido como homem (força, formação muscular e óssea etc.) que hoje atende pelo nome singelo de Tiffany e subjuga suas oponentes do sexo feminino, mais baixas e com menos força física. Mas não é o único. Nos EUA, há a lutadora Fallox Fox, nascida com cromossomos XY, anteriormente chamada Boyd Burton.

Segundo a Revista Status, “para a norte-americana Ronda Rousey, a primeira mulher a assinar contrato com o Ultimate Fighting Championship (UFC), a maior e mais popular competição de MMA do mundo, a cirurgia de mudança de sexo de Fallon, realizada em 2006, não muda em nada o fato de ela ter nascido homem “, tendo em vista sua evidente superioridade física sobre suas oponentes XX.

Mas não é só no esporte que os homens têm invadido a praia das mulheres. A disforia de gênero, levada muito a sério por pessoas que obsessivamente teimam em lutar contra o óbvio – um homem vestido de mulher sempre será um homem vestido de mulher, não importa o que ele faça, e vice-versa – tem levado a absurdos como a Revista VIP e a Playboy considerarem Pablo Vittar “a mulher mais sexy do mundo” (VIP) e “mulher”, quando o próprio Pablo Vittar disse, em entrevista: “Sou um menino gay. Não sou trans e não faria cirurgia de redesignação sexual.

Os exemplos são muitos, não cabem em um texto. Somos obrigadas a chamá-los de “elas”, a compartilhar o banheiro desde a infância até a idade adulta. Eles não estão para brincadeira, chega a ser um estupro da consciência coletiva e da fragilidade feminina: impõem-se como machos falocráticos que sempre foram, mas desta vez travestidos de frágeis senhoritas.

Nós, mulheres, somos obrigadas a prestar-lhes reverência, como fazemos desde antes da Idade Média e desde sempre. Não importa se eles extirpam seus órgãos sexuais, sua testosterona continua em seu sangue, subjugando-nos.

Esta é a Revolução Feminina dos Homens que ora teima em ocupar espaços antes duramente conquistados pelas mulheres, nascidas fisicamente mais frágeis, e por isso sempre dominadas pelos homens. O que ninguém imaginaria é que esta dominação seria imposta tão sutilmente.

Como disse aquele velho piolhento, “mulheres de todo o mundo, uni-vos!”. É chegado o momento em que para ser mulher não basta nascer com cromossomos XX, pois os que nasceram com cromossomos XY estão invadindo a nossa praia.


http://www.revistastatus.com.br/2014/10/10/a-grande-luta-de-fallon-fox/

http://revistaglamour.globo.com/Lifestyle/Must-Share/noticia/2017/08/pabllo-vittar-sou-um-menino-gay-nao-sou-trans-e-nao-faria-cirurgia-de-redesignicao-sexual.html


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