Belo Horizonte, sorri pra mim

autor Galba Velloso

Postado em 12/12/2017 19:54:11 - 19:49:00


Belo Horizonte é uma grande metrópole, mas guarda o velho charme mineiro/Arquivo/Divulgação

Exige nosso esforço para restaurar, em favor dos belorizontinos, uma qualidade de vida aceitável

Belo Horizonte, cidade jardim, dizia a canção descrevendo como a conhecemos há poucas décadas, arborizada, ajardinada, aconchegante em meio aos prédios de arquitetura típica da época de sua fundação, entre 1897 e o princípio do século passado e que faz neste 12 de dezembro 120 anos. 

Enternece-me a lembrança, também, de que o primeiro Presidente do Estado, ou Governador de Minas, a concluir aqui o seu mandato foi meu bisavô materno, Joaquim Cândido da Costa Senna. 

Pequena no princípio, como era natural, a cidade desde logo agigantou-se como expressão do poderio político de Minas, com Pedro Aleixo, Milton Campos, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, Bias Fortes, Olegário Maciel e a figura exponencial de Juscelino Kubitschek. 

Como expressão dos mineiros ajudou a determinar os destinos do País com a Revolução de 1930, que levou Vargas ao poder e resistiu com ele à Revolução Paulista de 1932, até que mais tarde, quando o Presidente se afastou da linha política de liberdade inspiradora de Minas, principiou com o Manifesto do Mineiros o processo de redemocratização que elegeu Eurico Gaspar Dutra para a Suprema Magistratura da Nação e mais tarde elegeu Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. 

Hoje, atingida como outras metrópoles pelos problemas advindos de um crescimento desordenado e da incúria dos governos, exige novamente nosso esforço para restaurar, em favor dos belorizontinos, uma qualidade de vida aceitável em matéria de saúde, transportes, educação e segurança pública. 

Para tanto não bastam discursos, mas uma atitude firme e um trabalho denodado dos governos que até agora têm se marcado pela omissão ou pela incompetência

De minha parte tenho procurado dar parabéns à cidade todos os dias, não com palavras, mas com atos e trabalho contínuo que me permitiram salvar da demolição o prédio antigo da Câmara Municipal, na Rua da Bahia, bem como estimular o término das obras do Palácio das Artes e ainda promover a instalação de 20 mil telefones fixos na cidade, quando ainda não havia o celular, bem como instaurar a CPI relativa à captação das águas do Rio das Velhas, considerado da maior importância. 

No campo crucial da saúde, ajudando o Secretário Fernando Velloso, restauramos a Fundação Ezequiel Dias – FUNED, à época sitiada em meio a 6 toneladas de lixo e que transformamos em instituição modelo, que até hoje produz os medicamentos distribuídos gratuitamente por todos os postos de saúde do Estado. 

É preciso continuar esta luta, sobretudo no que diz respeito a hospitais, atualmente sem estrutura, sem médicos, sem valorização da consulta, sem equipamentos e medicamentos, transformados em construções fantasmas ou aterrorizantes pelo sofrimento e ela dor. 

Mas Belo Horizonte e Minas, estou certo, reagirão para por tudo isso em funcionamento adequado a favor da população.

Parabéns Belo Horizonte, pelo seu aniversário, que é também o de muitas lutas.


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