Temer e o fascismo econômico

autor Galba Velloso

Postado em 01/11/2017 06:52:31 - 06:45:00


As medidas econômicas de Temer so prejudicam os pobres e a classe média/Arquivo

As recentes medidas adotadas são exemplos do caráter, ou falta dele, de um governo

Temer e sua equipe se caracterizam por um fascismo econômico que nos espanta por suas medidas permanentemente contra os pobres, não apenas aqueles no nível mais extremo, como da mesma forma a classe média, sem defesa porque sequer está organizada em corporações. 

O plano real está substituído por um plano em favor da nova realeza brasileira, sempre a favor dos ricos, sem jamais se lembrar da outra parte da sociedade, a classe média sem voz e os trabalhadores desempregados que exatamente por isso não têm sequer sindicatos. 

As recentes medidas adotadas limitando salários, aumentando contribuições previdenciárias, em ambos os casos dos servidores públicos, além do congelamento de fato do salário mínimo de 2018, na medida em que a futura correção de seu valor já está reduzida a um montante  inexpressivo, são exemplos do caráter, ou falta dele, de um governo que esmaga os pobres para iludir o mercado, com medidas que prejudicam os fracos e não chegam a estabelecer condições para que a economia possa beneficiar a todos. 

“Se a sociedade livre não puder ajudar os muitos que são pobres, jamais poderá salvar os poucos que são ricos”, já advertia o presidente Kennedy na década de 1960. 

Longe de se lembrar disso, o “constitucionalista” Temer tem o desplante de encorajar o trabalho escravo e dificultar a fiscalização que se o impeça, ao mesmo tempo em que minora multas e penalidades para infrações ambientais, como um Trump silencioso e calculista, com aparência de vampiro que suga a subsistência, o futuro e a esperança dos brasileiros. 

Não quisesse ele ouvir as palavras de Kennedy, pelo menos se recordasse de que um adversário daquele reiterou tal pensamento com as palavras arrebatadoras dos oradores natos como era Guevara, pregando com sonoridade “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”. 

A equipe econômica que transita entre o setor financeiro privado e o Banco Central, que os bancos capturaram, retirando-lhe sua capacidade de atuar como agência reguladora e fiscalizadora do sistema financeiro, é uma equipe econômica do capital, não do trabalho, e muito menos da República ou do governo que é seu Comissário.


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