A República do Leblon

autor Maya Félix

Postado em 08/10/2017 19:24:02 - 19:12:00


A elite da esquerda, fundadora da República do Leblon estaria distante da realidade/Divulgação

A democracia de Paula Lavigne funciona somente para o uso da Lei Rouanet em larga escala

Paula Lavigne é um mistério. Não faz muito tempo, decidiu que biografias não autorizadas pelos biografados deveriam ser censuradas. Isso mesmo. Envolveu, na campanha "Você precisa saber", figuras do naipe de Roberto Carlos. Perdeu.

Há mais tempo que isso, declarou à Folha de São Paulo que tinha 13 anos quando Caetano Veloso a convenceu a fazer sexo com ele pela primeira vez. Ele tinha 40. A relação, conturbada, renderia um portão arrebentado pelo carro de Paula, décadas depois.

Hoje, Paula Lavigne se dedica ao movimento "342 arte". Inspirado no número de deputados necessários para barrar o impeachment de Dilma, o número 342 permaneceu como um "amuleto" (vai ver ela acha que deu sorte) para inspirar novas campanhas políticas de artistas, que se reúnem no apartamento de Paula no (é claro) Leblon.

Infelizmente, poucos artistas aderiram a este novo círculo de vanguarda. O que eles defendem? Primeiro, as exposições #Queermuseu, de Porto Alegre, e a última, de São Paulo e Salvador, intitulada "La Bête", na qual um homem nu foi tocado por menininhas. As duas, por obra da pressão popular, boicotes e pela má repercussão na mídia, foram encerradas.

O prefeito do Rio de Janeiro declarou que não tinha interesse em receber, na cidade, a exposição "QueerMuseu". O MP declarou que "La Bête" é imprópria. Paula Lavigne e seus amigos veem, nisso, censura.

Não estão realmente acostumados à democracia, a seu funcionamento pleno, quando o povo não somente não aceita o que é dado, mas responde e pode (audácia!!!) discordar, pressionar, cobrar dos políticos e das entidades públicas medidas cabíveis para os problemas verificados.

A democracia de Paula Lavigne funciona somente para o uso da Lei Rouanet em larga escala, retirando do Governo dinheiro que poderia ser aplicado em hospitais públicos - como os que tentam salvar as vidas atingidas na tragédia de Janaúba-MG - para colocar em seus filmes e shows.

O movimento "342 arte", para não admitir que há uma massa de pessoas descontente com essa "mentalidade artística", encontrou o bode expiatório que precisava no MBL. Não que a publicidade não seja boa para o MBL, mas mostra o quanto essa elite de esquerda fundadora da República do Leblon está descolada da realidade das pessoas comuns, que trabalham, que levam suas vidas sem segurança particular e continuam a achar um abuso criança ter que tocar corpo de homem nu.


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