Governo, aperte seu cinto!

autor Misto Brasília

Postado em 11/08/2017 15:02:52 - 14:29:00


Temer fala que a economia volta a crescer com corte de gastos/Arquivo

A frase, acima, era estampada em adesivo nos anos 80, que cobrava medidas de economia do Executivo

Texto de Maurício Nogueira

O governo tem, realmente, vontade de cortar gastos? Sim ou não? O governo mantém gastos que podem ser cortados? Sim. Um levantamento realizado pela Associação Contas Abertas mostra que não só é possível, mas o governo deve tomar medidas mais do que urgentes no sentido de economizar recursos. Sem penalizar somente os servidores públicos cujos salários são mais baixos.

Que tal criar uma secretaria especial para caçar de verdade "marajás", além de coibir salários indecentemente elevados à acima do teto no total dos contra-cheques? E ainda que tal apertar a fiscalização de grandes fraudadores?

Basta de aumentos salariais para todos dos três poderes. Sim, todos, incluindo as cúpulas dos órgãos públicos, estes privilegiados, principalmente. O que se vê é, em momento de crise, os mesmos de sempre garantirem polpudos reajustes de vencimentos. Portanto, urge esforço concentrado para rebaixar aqueles que são exorbitantes. Pelo menos, os que se situam acima do patamar dos R$ 33 mil.

No Executivo, por exemplo, as despesas com o pagamento de salários aumentaram 7,6% nos primeiros cinco meses deste ano, comparadas a idêntico período do ano passado, segundo Contas Abertas. São 28 ministérios com quase 100 mil cargos de confiança e gratificações  Cortes em cargos de confiança, que sustentados por apadrinhados de políticos devem ser cirurgicamente detectados. Sem falar nos eternos "fantasmas".

Em contrapartida, servidores públicos estão revoltados. Reajustes conquistados, mas diluídos em vários anos, poderão até ser suspensos, como já sinalizou a equipe econômica.

Mexer no salário alheio para baixo continua praxe e tirânico. No entanto, quando é para rebaixar os próprios vencimentos...quanta diferença! Isso é válido para os comandos dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo. A surrada frase deve preponderar. "O exemplo tem que vir de cima."

"Governo, aperte seu cinto!", era o que se lia em um adesivo distribuído durante a crise nos anos 1980. Válido, eternamente, em terra brasilis. Doce ilusão, aumentar impostos seja de quaisquer meios é mais confortável.


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