Notas de conjuntura política

autor André Pereira Cesar

Postado em 11/08/2017 09:02:04 - 08:56:00


Reunião da Comissão Especial da Reforma Política/Agência Câmara

Dória, Alckmin, centrão, muito balão de ensaio e mistura com as reformas que estão paradas

Reforma política avança: a Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma política aprovou o texto-base do projeto. Dispositivos polêmicos foram incluídos pelos parlamentares, como a criação do fundo de R$ 3,6 bilhões para custear o pleito, e o chamado Distritão, que na prática transforma o voto para o Legislativo em majoritário. A matéria ainda irá a plenário e depois será discutida pelo Senado.

Dória e o ovo voador: uma simples visita do prefeito paulistano João Dória a Salvador ganhou destaque nacional. O tucano foi alvo de ovos jogados por manifestantes contrários a ele. Dois elementos devem ser ressaltados - o fato mostra o grau de radicalismo vivido hoje no país e Dória ganhou espaço nacional, o que é positivo para ele.

Alckmin x Dória: circula nos bastidores a informação de que o governador Geraldo Alckmin estaria insatisfeito com os movimentos de Dória. A criatura parece estar se rebelando contra seu criador.

O Centrão cobra a fatura: integrantes do Centrão, grupo de partidos que sustentam o governo Temer, começaram a cobrar publicamente o apoio dado ao presidente. O movimento indica que a base aliada está sujeita a novas fissuras, dependendo da resposta que o Planalto der. Entre os parlamentares, o incômodo é geral.

O balão de ensaio do IR: não passou de balão de ensaio o movimento do governo, que sinalizou estar estudando a criação de alíquota de 35% de Imposto de Renda para salários acima de 20 mil reais. A reação imediata da opinião pública freou qualquer disposição do Planalto nesse sentido. Como as contas públicas não estão fechando, outras alternativas estão em análise. Um novo aumento de impostos é quase inevitável.

Reformas em compasso de espera: as reformas da Previdência e tributária seguem perdendo espaço na agenda. Em meio à grave crise econômica, os parlamentares não querem se indispôr com seus eleitores e apoiar medidas impopulares. Péssima notícia para o Planalto, que vê na aprovação das reformas o início da retomada da confiança no Brasil.


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