Previsão de frente fria para toda a semana

autor Vitória Colvara

Postado em 26/06/2017 14:21:21 - 14:13:00


Temperatura baixa em Brasília assusta quem não está acostumado/Arquivo

Longe de mim desvalorizar as centenas de políticas públicas ambientais ou os incontáveis eventos

Apesar de ter nascido no meio do cerrado, foi no mar que eu recebi o batismo. E como qualquer nordestina que se preze, sinto frio em temperaturas abaixo de vinte e dois graus celsius.

O meu termômetro é bastante simples, e sempre foi utilizado somente para medir a febre das crianças que tinham de ser enroladas pelo cobertor até suar. Talvez, nesse frio matinal de Brasília, arder em febre e suar até que poderia ser algo interessante. É que tudo nessa vida depende do ponto de vista.

Como não poderia deixar de ser, qualquer mudança de temperatura, me remete ao tema que soa como música aos ouvidos de qualquer ambientalista: “mudanças climáticas”. Para o qual já há toda sorte de estudos, desde os mais técnicos com aspectos geográficos até os mais leigos do assunto que, muitas vezes, por não entenderem nada de clima e muito menos de mudanças, dizem encontrar a solução em alguma política pública local ou em alguma conferência internacional com seus respectivos acordos de baixíssima adesão.

Nesse ponto até ouso gostar do Donald Trump e da a sua sinceridade ácida, pois me causou muito mais espanto a adesão dos EUA ao acordo de Paris em 2015 do que a sua saída nada francesa.

Longe de mim desvalorizar as centenas de políticas públicas ambientais ou os incontáveis eventos, simpósios, seminários e congressos realizados para debater e debater e debater o assunto. Na verdade é só um pouco de cansaço mesmo, misturado a um sentimento de descrédito nas instituições, algo que, a meu ver, não sinto sozinha.

Claro que em meio às crises e ao caos, sempre surge algo para se comemorar. A ampliação do parque nacional da chapada dos veadeiros, por exemplo, foi um grande feito para o meio ambiente e para a sociedade de maneira geral, aguardemos os próximos capítulos.

Entre uma publicação jurídica cientifica e outra, a cada dia que passa, sinto que ao distribuir meias e casacos na rodoviária, ou ao plantar uma árvore com uma criança, eu tenho muito mais a contribuir com a diminuição dos efeitos das mudanças climáticas. Daqui a pouco chegam as enchentes no norte do país, os rios subindo, as comunidades ribeirinhas perdendo o pouco que tem, e a televisão, através de matérias sensacionalistas, buscando a solidariedade entre os cidadãos, enquanto os verdadeiros responsáveis por tais calamidades, perdem as contas entre tantos bilhãos. (Perdoem-me pela licença poética, com um presidente todo dado a mesóclises, nem temos muitos motivos para rimar).


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