Gilmar aciona a metralhadora giratória em Recife

autor Misto Brasília

Postado em 19/06/2017 17:45:04 - 17:37:00


Ministro Gilmar diz que combate à corrupção não é uma meta em si/Arquivo

Ministro do Supremo não poupou a lava Jato, colegas e o Judiciário com o auxílio moradia

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, voltou a acionar sua metralhadora giratória. Desta vez, foi num evento para líderes empresariais no Recife. Atacou a operação Lava Jato

Eis algumas frases extraídas do Jota.

Sem citar o colega, lembrou da decisão monocrática do ministro Luiz Fux que permite o pagamento de auxílio-moradia a magistrados. “Temos uma decisão do Supremo de um juiz que manda pagar auxílio moradia inclusive para quem tem casa para todos os juízes do Brasil. Isso custa R$ 800 milhões por ano. Nunca a decisão foi a plenário e está sendo paga a todos juízes, mimetizando o que já se paga a promotores. Ninguém cumpre teto. Só o Supremo. Vão confiar a essa gente, que viola o princípio da legalidade, a ideia de gerir o país?”.

Criticou, sem citar o colega, a decisão do ministro Edson Fachin de afastar o senador Aécio Neves (PSDB) de seu mandato. “Dá-se uma liminar para suspender um senador, um deputado do mandato. Onde está isso na Constituição? Não está, mas a gente inventa!”.

A abertura de investigação contra os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão e Marcelo Navarro. Segundo Mendes, abriu-se a investigação Navarro “porque teria visitado senadores, deputados, presidente Dilma para obter o cargo de ministro. Ah, pode ser que ele tenha se comprometido a decidir em favor dos investigados da Lava Jato. Obstrução da Justiça”.

Disse que o combate à corrupção “não é uma meta em si mesmo. Nenhum país se organiza em termos institucionais, em termos de realização econômica combatendo a corrupção”. “Obviamente que se tem que combater a corrupção, mas não existe esse programa monotemático”.


Rollemberg diz que não há decisão sobre ampliação do racionamento
Mensagem emocionante de quem construiu o Congresso
veja +
Parlamentares defendem ações e investimentos para a primeira infância
Para Perondi, governo enfrenta poderoso nicho de fiscais e Ministério Público do Trabalho
Eunício explica porque não leu o Projeto de Decreto do Trabalho Escravo
veja +