Dia mundial do meio ambiente?

autor Vitória Colvara

Postado em 05/06/2017 13:40:11 - 13:34:00


Passa a hora de enfrentar o problema ambiental com responsabilidade/Arquivo/Dino

Na primeira Conferência sobre o Ambiente, o Brasil era predominantemente rural e campesina

Em 05 de junho de 1972, na desenvolvida cidade de Estocolmo, capital da Suécia, realizou-se a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente. O evento tornou-se um marco para as discussões ambientais em todo o mundo e, naquela ocasião, institui-se que pelo menos uma vez ao ano, a preservação da natureza, ultrapassaria fronteiras geográficas e mereceria destaque internacional.

Acontece que por aqui ainda não haviam motivos para tanta preocupação. A tese de que os recursos naturais seriam esgotáveis, não parecia fazer o menor sentido para quem sobrevoava o Rio Amazonas. Não sofremos diretamente as consequências da revolução industrial que tornou quase irrespirável o ar de Londres, tampouco havíamos derrubado hectares e hectares de floresta nativa como a Alemanha. O nosso meio ambiente era comemorado todos os dias, em uma sociedade que à época, era predominantemente rural e campesina.

No Brasil de 72, construía-se a rodovia transamazônica, atravessando reservas indígenas, derrubando vegetação, povoando regiões vulneráveis e cortando os mais variados biomas que, somente hoje, recebem a proteção legal devida.  Em plena ditadura militar a regra era clara: desenvolver-se a qualquer custo. Algo que, para a ONU, seria um conflito entre os que defendiam o crescimento econômico zero, e os que pleiteavam pelo suposto direito de crescer.

Criar um documento uníssono que represente os interesses dos mais variados países, cada qual com suas peculiaridades, é uma das maiores utopias da pós-modernidade que insiste em repetir, ano após ano, a realização de conferências destinadas a discutir o óbvio, com apresentação de soluções impossíveis de serem replicadas de igual modo em todo o mundo e que apresentam como resultado final, acordos e tratados tranquilamente descumpridos para atender aos interesses econômicos dominantes.

Ressalvada a importância de todo e qualquer esforço para proteger o meio ambiente, acredito que, antes de lamentar a saída do Estados Unidos do Acordo de Paris, já passa da hora de colocarmos em prática a célebre frase: “pensar globalmente, mas agir localmente”.


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