O fator Palocci para 2018

autor Gilmar Correa

Postado em 13/05/2017 08:57:52 - 08:52:00


Palocci tem muito para falar em delação premiada/Arquivo/Divulgação

Delação do ex-ministro, se confirmada, vai acabar com muitos planos, inclusive de Lula da Silva

Ex-ministro de governos petistas, Antonio Palocci, começa a dar sinais de que vai delatar o esquema de propina que tomou conta dos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff. Caso isso aconteça, será a pá de cal nas pretensões do ex-presidente de concorrer nas eleições de 2018.

Lula da Silva quer voltar à Presidência por qualquer preço, mas a conta está alta demais. Em 2014 ele já queria se candidatar, mas pelo que disse Mônica Santana, a própria Dilma Rousseff barrou suas pretensões numa briga que começa a ser revelada.

Se ele falar, vai pro espaço o projeto político de muita gente, não só de Lula da Silva. É por isso que qualquer previsão sobre as eleições do próximo ano terá sido mero devaneio. O que se imagina, é que os eleitores devem provocar muitas surpresas.

Palocci sabe das coisas. Foi o principal operador nos esquemas desde a primeira eleição de Lula da Silva e continuou a ser o “principal homem” nas campanhas presidenciais seguintes, assim como em outras eleições de menor envergadura.

O ex-ministro decidiu trocar a banca de advocacia liderada pelo criminalista José Roberto Batochio por quatro advogados de um escritório de Curitiba especializado em fechar acordos de delação premiada.  Fontes que acompanham o caso consideram que um acerto para se fechar a colaboração ainda deva demorar.

Batochio acompanhava casos criminais ligados a Palocci havia mais de uma década, mas também defende o ex-presidente Lula da Silva e o ex-ministro Guido Mantega em ações da Lava Jato. 

A declaração feita por Palocci no mês passado ao juiz Sérgio Moro, de que estaria disposto a falar sobre fatos com nomes e endereços de interesse da Lava Jato, acendeu o temor entre os petistas de que uma eventual delação dele possa atrapalhar os planos do partido de tentar se reerguer após o abalo dos escândalos de corrupção e do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, conforme reportagem da Reuters de três semanas atrás.


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