Seis pontos da ressaca desta quarta-feira

autor Gilmar Correa

Postado em 03/05/2017 09:08:23 - 09:04:00


Bebida estragada nesta quarta-feira/Arquivo/PapodeBar

Supremo liberta condenados, os políticos fazem proselitismo, os gatos sobem e nós pagamos o pato

Algumas observações nesta manhã de quarta-feira, com ressaca de bebida estragada servida pelo Supremo Tribunal Federal.

01 – “Corri” as redes sociais e constatei que a militância não vocifera contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Foi Mendes, José Antônio Dias Toffoli e Ricardo Lewandowsk, da Segunda Turma, que mandaram soltar sob condições o ex-ministro e número dois dos esquemas do mensalão e da Laja jato José Dirceu. Na contramão, li comentários com críticas à atitude do Supremo. A Lava Jata faz água é no Judiciário.

02 – O Supremo libertou condenados por corrupção, sob o argumento de que a lei está sendo ultrajada. Josias de Souza lembra que há no país 221 mil sub-Dirceus, presos provisórios esquecidos em calabouços. O colarinho branco bate palmas.

03 – Cresce o grau de desânimo do brasileiro com os rumos do Brasil, A oposição não faz mea-culpa e dispara metralhadoras contra o governo atual. Todas as mazelas seriam culpa de Temer e companhia. Na outra via, o governo inerte faz do mesmo. A corrupção entranhada carimba ministros e auxiliares. Para completar, o Judiciário é esta coisa, um bicho esquisito.

04 – O Congresso Nacional patina e as chamadas reformas colocam em dúvida direitos conquistados. Nesta discussão, falta clareza de um lado e de outro. A verdade virou artigo de luxo no debate sobre Previdência e reforma trabalhista, assim como para temas de interesse geral e nacional.

05 – E por falar em reforma, a política gira gira e não há vislumbre de que algo, realmente substancial, possa acontecer. E nessa cantilena, só se pensa em eleição, reeleição, continuação do sistema pobre que desanima, maltrata e cria e alimenta a desesperança.

06 – Apesar das frases otimistas vindas dos governos, a situação é crítica na economia. Continuamos com altos impostos, desemprego crescente etc etc, mas não se vê atos responsáveis nas administrações públicas. Vence o discurso político-partidária. E quem paga o pato é o contribuinte.


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