Muito barulho por nada

autor André Pereira Cesar

Postado em 07/04/2017 08:47:12 - 08:40:00


Reprodução de cartaz da peça Muito barulho por nata, teatro Luiz Peixoto/Arquivo/Reproduçãp

O cenário lembra uma peça teatral, onde as personagens planejam grandes ações de cunho amoroso

A semana, que prometia muitas novidades na cena política, vai terminando de maneira melancólica. As grandes decisões e os grandes movimentos foram adiados.

O cenário lembra a comédia "Muito barulho por nada", de Shakespeare. Na peça, as personagens planejam grandes ações de cunho amoroso. No mundo político, os atores projetavam importantes atos ao longo da semana. Em ambos os casos, os resultados são (foram) pífios. Vamos aos fatos.

O principal palco da semana era o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que começa a julgar o futuro da chapa Dilma-Temer. Mal começou, porém, o julgamento já foi interrompido para que novas testemunhas sejam ouvidas. O adiamento apenas aumenta a incerteza sobre o futuro do governo Temer, incerteza essa que traz consequências nefastas para o país.

No âmbito das reformas, nada de novo no front. As mudanças na Previdência seguem o processo de idas e vindas, com o Planalto cedendo cada vez mais. Quanto às reformas trabalhista e tributária, não houve qualquer movimento nos últimos dias. Tudo em compasso de espera.

Outro tema relevante, a reforma política, também pouco registrou de notável. O relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP), apresentou seu parecer, que pouco mais é que uma carta de intenções. O debate apenas começa mas, sem uma posição do Executivo, pouco pode se esperar de efetivo.

Assim segue o mundo da política, a passos de cágado. O Brasil real, no entanto, aguarda respostas concretas para a superação definitiva da grave crise que enfrenta.

 


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