Bretas, o homem que mandou prender Cabral e Eike

autor Misto Brasília

Postado em 26/01/2017 11:47:12 - 11:40:00


Juiz da 7ª Vara Criminal Federal do Rio, Marcelo Bretas/Arquivo

Juiz federal é evangélico e ficou conhecido nacionalmente com a condenação de um almirante

Marcelo da Costa Bretas tem 46 anos. O juiz discreto da 7ª. Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro se tornou conhecido com a prisão do ex-governador Sérgio Cabral. Em sua ordem de prisão, Bretas afirmou que Cabral estava “no topo da cadeia de comando da estrutura criminosa” que teria desviado R$ 224 milhões em contratos de obras.

Além de prender uma figura importante do PMDB e agora o empresário Eike Batista, o juiz já tinha aparecido na Imprensa ao condenar o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, a 43 anos de prisão.

Filho de um comerciante e uma dona de casa, Bretas nasceu em Nilópolis, na Baixada Fluminense, em 1970. Estudou no Colégio Renovação, em Nova Iguaçu, e cursou Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em entrevista ao jornal Extra, em dezembro passado, Bretas afirmou que “como sou de uma família evangélica, nunca fui de bagunça. Na escola, fui um aluno mediano e escolhi fazer Direito sem muita convicção. Imaginava que ia acabar trabalhando no comércio, como o meu pai. Mas era um estudante esforçado na faculdade, tinha uma reputação a zelar perante à minha namorada”.

No segundo período, ele conheceu a mulher que, cinco anos mais tarde, se tornaria sua esposa. Ela também é juíza federal e o casal tem dois filhos, de 15 e 13 anos. Pouco depois da formatura, passou no concurso para o Ministério Público estadual, onde atuou como promotor por dois anos.

Em 1997, Bretas virou juiz federal. Ele passou por varas em Volta Redonda, Três Rios e Petrópolis. Na serra, passou 12 anos e aproveitou para fazer o mestrado na Universidade Católica da cidade. Orientado pelo professor Cléber Francisco Alves, o juiz escreveu sua dissertação sobre os limites das interceptações telefônicas por parte do Estado.

Para Marcelo Bretas, um juiz deve ser discreto e correto, mesmo quando isso significa desagradar a opinião pública. Ele acrescenta também que nenhum magistrado tem prazer em prender uma pessoa, seja ela um político famoso ou um cidadão comum.

 


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