Corrida na rampa do recesso

autor Vitória Colvara

Postado em 27/12/2016 14:58:53 - 14:52:00


Esteira rolante do subsolo da Câmara dos Deputados/Arquivo/BrasiliaNaTrilha

Riso corre frouxo em meia a brincadeiras entre pai e filho na folga do trabalho e da rotina

Quando chega o fim do ano Brasília dá uma sossegada. Os órgãos públicos que tomam conta da cidade estão todos de recesso. Nos Fóruns e Tribunais já não há mais audiências.

Nada de diligências no momento ou reuniões intermináveis nos ministérios. As agências reguladoras já não regulam mais. Na praça dos Três Poderes não se vê nenhum manifestante. O trânsito calmo, as escolas e faculdades sem aulas. E até mesmo os hospitais dão uma acalmada.

Eis que em meio a tamanho marasmo, no meu ambiente de trabalho, onde me coube escolher entre o recesso de Natal e o de Ano Novo, me deparo com uma risada gostosa de um garotinho que descia a pequena rampa com toda velocidade do mundo no seu tênis de rodinhas.

O pai, servidor público, provavelmente não tem o hábito de trazer o filho que, como toda criança de hoje em dia, possui mil ocupações: escola, natação, inglês, judô, kumon, piano etc... São tantas as atividades que às vezes falta tempo para uma brincadeira entre pais e filhos.

Deixamos para brincar somente nas férias ou nos finais de semana, ou naquela viagem que foi milimetricamente programada com total antecedência.

Aí no Natal tentamos compensar a ausência com presentes e ficamos nostálgicos vendo fotos antigas de momentos que não voltam mais. Depois de uma pausa de mais ou menos dois meses, voltamos com a rotina a todo vapor e com gosto de gás.  

O quão maravilhoso seria se no meio de abril encontrássemos garotinhos e garotinhas brincando no ambiente de trabalho dos seus pais, tios e irmãos.

Crianças são fonte inesgotável de energia. Para elas talvez seja muito difícil realizar nossas tarefas e se adequar a nossa rotina, mas para nós, que um dia fomos inocentes, basta cinco minutos de pique-esconde para ativar todas as nossas sinapses neurais e o riso correr frouxo.


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