Ziraldo, o vovô maluquinho

autor Vitória Colvara

Postado em 26/10/2016 17:47:43 - 17:43:00


Ziraldo fala às crianças na Bienal do Livro em Brasília/Divulgação/Júnior Aragão

Nesse limbo eterno entre a juventude e vida adulta que fazemos questão de ser polidos

O Estádio Mané Garrincha recepciona a III Bienal do Livro que segue até domingo (30) e está repleta de estandes maravilhosos, uma incrível variedade de editoras, e livros de todos os preços para todos os gostos e idades.

No último domingo, todas as atenções estavam voltadas para Ziraldo, o grande criador do Menino Maluquinho, que até hoje encanta todas as gerações. Entre uma fala e outra ele nos aconselhou que escutássemos os mais velhos e completou com uma pergunta: “quem aqui nesse auditório, além de mim, já garantiu 84 anos de vida e de história?”

Em sua fala, abriu espaço para que as crianças lhes fizessem perguntas, e sem papas na língua respondia o que lhe vinha à cabeça, muito pouco preocupado com o que poderiam ou não pensar. Uma garotinha lhe perguntou se ele era casado, quantos filhos tinha e quais os nomes dos filhos e se tinha netos. Depois de responder, com um olhar muito terno ele solta: “Essa menina vai ser recenseadora do IBGE.

Toda essa leveza e sinceridade na fala é algo muito perceptível em velhos e crianças. As crianças pela inocência e por ainda não terem sido repreendidas, e os velhos pela sabedoria e pelo direito de extravasar depois de tanto se reprimir.

É somente nesse limbo eterno entre a juventude e vida adulta que fazemos questão de ser polidos e que pisamos em ovos ao proferir um discurso ou uma palestra. Com isso sequer percebemos que preocupados em agradar, desagradamos em dobro.  

Pois bem, depois de aconselhar pais e mães sobre a necessidade de criarem crianças felizes para que se tornem adultos felizes, o grande Ziraldo, ignorando por completo a polêmica lei da palmada, termina o discurso dizendo “Não batam nos seus filhos, mas se preciso for, pode descer o pau”; ao ser repreendido, tenta corrigir: “o pau não, o chinelo”.

Nem preciso dizer que ele foi aplaudido de pé.

 


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