Eleições municipais – a situação em cinco capitais

autor André Pereira Cesar

Postado em 23/09/2016 20:46:25 - 20:45:00


Fotomontagem dos principais candidatos à prefeitura de São Paulo

Novas regras afastaram ainda mais o cidadão médio do debate como nas capitais mais importantes

Faltando menos de duas semanas para o primeiro turno das eleições municipais, pouco se tem falado sobre o pleito. Em meio a uma crise política e econômica sem precedentes, as campanhas não empolgam o eleitorado.

Mais ainda, as novas regras, com menor tempo para a divulgação das candidaturas e suas propostas e restrições no financiamento, afastaram ainda mais o cidadão médio do debate. A disputa em cinco importantes capitais reflete essa realidade. Vamos a elas.

São Paulo – a chamada “Jóia da Coroa”, a capital-vitrine hoje nas mãos do PT, deverá mudar de comando. São remotíssimas as chances do prefeito Fernando Haddad (PT) ser reeleito. Pior, ele não deverá ir ao segundo turno da disputa. A crise que engolfa seu partido respingou na administração paulistana e os resultados são apresentados pelas pesquisas de intenção de voto. Segundo o último levantamento do Datafolha, Haddad teria 10% dos votos – bem distante dos 25% de João Dória (PSDB), dos 22% de Celso Russomanno (PRB) e dos 20% de Marta Suplicy (PMDB). A outra opção da esquerda, Luiza Erundina (PSOL), tem 5% das citações.

Inevitável será a realização do segundo turno – nesse caso, a peemedebista terá mais condições de derrotar seu adversário, seja ele o neotucano Dória ou Russomanno. De todo modo, a derrota na maior cidade do país terá grande e negativo efeito simbólico sobre o PT.

Rio de Janeiro – a exemplo de São Paulo, um candidato do PRB mostra-se competitivo nas pesquisas de intenção de voto. De acordo com o Datafolha, Marcelo Crivella (PRB) tem 31% das intenções de voto, contra distantes 10% de Marcelo Freixo (PSOL), 9% de Pedro Paulo (PMDB) e de Jandira Feghali (PC do B) e 7% de Flávio Bolsonaro (PSC). A disputa, porém, segue em aberto.

Importante notar que, no Rio de Janeiro, as forças em disputa se colocam claramente em polos opostos do espectro ideológico, com um nome ao centro. De um lado, Crivella e Bolsonaro representam a direita clássica, enquanto de outro Feghali e Freixo marcam posição pela esquerda. Ao centro, Pedro Paulo tenta manter o predomínio do PMDB no poder – e conta como trunfo com o recente sucesso das Olimpíadas na cidade. Apesar da vantagem momentânea de Crivella, o resultado final também é incerto.

Belo Horizonte – o último levantamento realizado na capital mineira, do Datafolha, aponta João Leite (PSDB) com 33% das intenções de voto, contra 21% de Alexandre Kalil (PHS) e 6% de Délio Malheiros (PSD).

Cabe ressaltar que os dois candidatos mais citados são ligados ao Atlético Mineiro, um dos grandes times de futebol do estado. O tucano, porém, é franco favorito na disputa e sua vitória, caso confirmada, representará um grande êxito para o grupo político do senador Aécio Neves (PSDB).

Porto Alegre - o mais recente levantamento realizado na capital gaúcha mostra o quão disputada está a sucessão na cidade. De acordo com o Jornal Correio do Povo, em pesquisa divulgada na última terça-feira, o candidato Sebastião Melo (PMDB) teria 21% dos votos, contra 14% de Nelson Marchezan Júnior (PSDB), 12% de Raul Pont (PT) e 11% de Luciana Genro (PSOL).

Uma das capitais mais politizadas do país, Porto Alegre mais uma vez tem uma disputa apertada. O segundo turno é inevitável, com leve favoritismo para o candidato do PMDB.

Salvador – herdeiro político de Antonio Carlos Magalhães, o atual prefeito da capital baiana, ACM Neto (DEM), caminha a passos largos para uma tranquila reeleição. Bem avaliado pela população, ele tem, segundo o Ibope, 69% das intenções de voto, contra distantes 12% de Alice Portugal (PC do B) e &% de Sargento Isidório (PDT). Somente um grave acidente de percurso tiara a vitória do jovem prefeito.

Confirmado o quadro, ACM Neto se credenciará como uma das mais importantes lideranças nacionais de seu partido. Voos mais altos não estarão fora de seu radar.


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